30 de jun de 2010

Projeto Disco: Intro

É só ligar o computador e toda a música do mundo está a sua disposição. Legal ou ilegalmente, você consegue baixar centenas de disco em um dia, de todos os gêneros imagináveis. Algo que seria impossível de conceber há vinte anos. Quinze, talvez.

Desde que a gravação de música apareceu entre 1910 e 1920, nunca houve tanta música disponível. Hoje é barato gravar, distribuir e, principalmente, ouvir. Para se ter uma ideia de como era antigamente, dê uma olhada nessa foto:

Esta é a Victor Salon Orchestra gravando. Repare no cone à esquerda. Era para lá que iam os sons. Não havia microfones (eles só começaram a ser usados na metade dos anos 1920). Os integrantes tinham que se posicionar de um jeito que os instrumentos não "sumissem" na gravação. Gravava-se diretamente num cilindro que depois seria usado para prensar discos. Errar? Impossível. Editar? Inconcebível (*).

Vivemos uma mamata. Imagine o custo de uma gravação dessas. Agora você mesmo pode pegar seu violão, um microfone mais ou menos e começar a montar uma faixa inteira no Garage Band, SoundForge, Você pode até desafinar, colocar bateria, baixo, piano, o que quiser.

Nós somos bombardeados o tempo todo. Faixas e faixa em mp3 pulando para nossos iPods, playlists, pendrives. Percebo que o hábito de ouvir e mesmo comprar um disco inteiro está se perdendo. Estamos voltando à era dos compactos, aos anos 1950 e 60.

Estreei ontem o Projeto Filme, querendo suprir uma lacuna filmográfica na minha formação. A partir de hoje, tentando preencher outra falha, vou falar sobre os discos clássicos, aqueles que todo mundo já ouviu e eu ainda não. Quero escutar o disco em questão inteiro, sem interrupções, do jeito que deveria ser.

O primeiro já foi eleito e é apropriado, já que sou roqueiro desde criancinha: "Rubber Soul", dos Beatles, um clássico absoluto. Toda semana, um disco clássico diferente, com indicações das faixas mais legais e outras fontes de leitura sobre a banda e o disco em questão. Aguardem. A estreía é na sexta-feira (29/06).

(*) Referência bibliográfica: Mark Katz, "Capturing Sound - How technology has changed music" - Leia no Google Books

29 de jun de 2010

Projeto Filme: Casablanca

Adorei. Tem tudo o que um bom filme de Holywood deve ter e algumas das minhas coisas favoritas: política e contexto histórico. Bom, este pode ser chamado de contexto só agora, porque em 1942 era uma realidade. A Segunda Guerra estava acontecendo e a situação de Casablanca - um lugar para onde refugiados iam para tentar embarcar para os EUA - era mais ou menos aquela mesma.

Como é que eu nunca tinha visto a Ingrid Bergman num filme? Aquela mulher era de outro mundo. E ótima atriz. O Humphrey Bogarty era excelente ator também. Quando crescer, quero ser como o personagem dele, Rick, um cara durão, mas nem tanto.

Fiquei impressionado como poucos recursos especiais são necessários para se filmar uma boa história. Já havia visto bons filmes sem etês e explosões absurdas, claro, mas não imaginava o quanto o cinema era dinâmico e "catchy" em 1942. O roteiro prende o espectador, é supreendente e tem falas históricas como: "Sempre teremos Paris". Eu já usava isso, mas não sabia de onde havia saído.



Veja o trailer do filme:


Entendi porque "Casablanca" é até hoje um dos maiores clássicos. Em tempos de na'avi com entrada USB e Alices espadachins, é bom pensar que existe outra maneira de ser divertido sem tratar o público como uma simples máquina que produz reações. Mesmo um filme simples como "Casablanca", tem muito material sobre o qual se pode refletir.

O Projeto Filme não podia ter começado melhor. O próximo da lista é "Cantando na chuva", uma escolha delicada porque não gosto de musicais. Vamos ver se Gene Kelly me convence como Bogart e Bergman fizeram.

Entenda o que é o Projeto Filme

Projeto filme begins

Conversando com minha mãe, meus irmãos e amigos e até os entrevistados, percebi o quanto sou ignorante em termos de cinema. Não vi "Casablanca", "Cantando na chuva", "Apolycapse Now", nem "Up". A lista é enorme. Sempre que alguém me pergunta "você já viu esse..." nem deixo a frase terminar porque geralmente a resposta é: "Não".

Cansei de ser ignorante, de não saber de onde vêm todas as referências dos Simpsons - apesar de conseguir identificar várias delas -, então resolvi começar o Projeto Filme. Até o fim do ano, vou tentar assistir o maior número possível de filmes "óbvios", aqueles que todo mundo viu - menos eu.

É claro que não vou poder ver um longa por dia, mas um por semana eu prometo. A cada filme, um breve comentário (amador) sobre o que vi. Talvez sirva para pessoas como eu se animarem a buscar o tempo perdido e fazerem parte da turminha que domina a cultura pop ocidental. E já comecei o projeto , assistindo ao clássico dos clássicos de Holywood, "Casablanca". Veja no próximo post.

Epílogo
Fiquei pensando: e um Projeto Livro? Só com subsídio governamental. Deus abençoe a grande internet.

18 de jun de 2010

Música da sexta


Voltei com a música de sexta!
Hoje a faixa é um pouco mais slow-tempo, mas não menos empolgante. Os nova-iorquinos do Ambulance Ltd. são os nossos fornecedores de energia para o melhor dia da semana. Essa faixa é do primeiro disco deles, auto-intitulado. "Heavy lifting" tem o poder viajante do My Bloody Valentine, mas com uma visão anos 2000, voltada para a noite, os clubes, a boemia. Vale ligar o rádio do carro bem alto no caminho para a balada. Poderia facilmente estar no filme 9 Canções  Poderosa.

17 de jun de 2010

Beleléu na Trip


No dia 2 de maio deste ano estreou na Trip o blog da Beleléu quadrinhos, revista independente do Rio de Janeiro. Fiz uma entrevista com eles no ano passado e surgiu a ideia de convidá-los para ter um espaço no site. As piadas de qualidade - e muito bem ilustradas - estão fazendo sucesso. Juro que não estou vendendo meu peixe: eles são realmente muito bons. Se não acredita, dê uma passada por lá para ver o que andam fazendo. Os quatro integrantes (El Cerdo, Stêvz, Arruda e Lafayette)  postam uma vez por semana, todos desenvolvendo o mesmo tema. Já tivemos "Adaptações baratas da literatura universal", "Folclore de segunda" e a mais recente (e a que mais me fez dar risada) "Romance de banca". Certeza de que há espaço nos seus feeds para estas revelações da HQ nacional:

Vai lá: http://revistatrip.uol.com.br/blogs/beleleu
Feed
: http://revistatrip.uol.com.br/rss/blogs/beleleu?1276822814.xml

All things must pass

Ilustração que vi no blog do argentino Javier Velasco.

16 de jun de 2010

Música turca em dois tempos

Descobri a música turca. Bem, não toda ela, mas essa semana tive algum contato pela primeira vez. Um dos vídeos é de um roqueiro típico dos anos 60,  Erkin Koray (agradeço ao Felipe Caparelli).



O outro é de uma dupla, Sabahat Akkiraz e Mustafa Özarslan. Nenhuma surpresa no primeiro, a não ser pela letra, em turco. Surpresa não é a palavra, já que a maioria de nós não entende uma palavra em turco. Direi "enigma" mesmo. Mas o segundo vídeo... Aí sim. Escalas estranhas, palhetadas peculiares, tudo é estranho e bonito ao mesmo tempo. Leva um tempo para acostumar os ouvidos e começar a entender os compassos da canção. Vale a pena. Não existe nada parecido na música ocidental, como era de se esperar. Vai Turquia!

15 de jun de 2010

Descoberta da semana: Klezmer

Como eu não vou gostar de um tipo de música cujo lema é (ou costumava ser) "toque até as cordas dos violinos se partirem!"? O klezmer tem origem na cultura judaica, mas não é religiosa. Geralmente convoca-se essas bandas - que supostamente existem desde o século XV - para festas. Talvez para os judeus isso não seja novidade nenhuma, mas eu achei sensacional. É uma mistura de música oriental, música de câmara, jazz e sabe-se lá mais o quê. No vídeo, a Budapest Klezmer Band tocando numa sinagoga:

14 de jun de 2010

Música da segunda

Lembra do Wallflowers, aquela banda que fez um monte de sucesso no fim dos anos 90? Claro que lembra, o vocalista é o filho do Bob Dylan, o Jakob, o bonitão. Não? Como não? OK, eles não eram geniais, mas eram bons, pô. Como foi esquecer? Como eu lembrei? Achei uns CDs velhos. Ah, fazia tempo que não ouvia. Uns 10 anos.

11 de jun de 2010

Primeira playlist de Junho

Onze dias de junho já se foram com o vento e é hora de postar uma playlist. Dessa vez não há nada muito estranho como na de maio, tudo está no esquema baixo, bateria, guitarra, piano, efeitos estranhos, naipe de metais. Tudo em inglês: só o Super Furry Animals (País de Gales) não é americano. Vamos às faixas:



1. Earl King - No city like New Orleans
Um dos reis da capital da Lousiana, o guitarrista Earl King não foi muito reconhecido em vida - assim como seu conterrâneo pianista Professor Longhair. Stevie Ray Vaughan gravou um dos sucessos de King, "The things I used to do" e não passou disso.

2. Polaris - Waiting for october
Essa banda foi formada especialmente para fazer a trilha sonora do seriado "The adventures of Pete & Pete". Nem parece que foi encomenda porque o disco inteiro é ótimo. O baterista, Scott Boutier, integrou a banda do Frank Black por um bom tempo.

3. The Flying Burrito Brothers - Wheels
Fundada por Gram Parsons (que saiu depois de um tempo), os Burrito Brothers tiveram fãs célebres como Bob Dylan. A síntese perfeita entre rock dos anos 60 e country.

4. Albert King [foto] - Oh pretty woman
Desculpem-me, mas o verdadeiro rei do blues é Albert King. Claro que o B.B. é foda, foi um dos pioneiros (contemporâneo de Albert, aliás), mas ele se conformou em virar uma estátua e nunca mais tentou inovar ou misturar blues com coisa nenhuma. Albert fez discos de funk, usava wah wah e gravou um especial com Stevie Ray Vaughan quando este ainda era um mero desconhecido.

5. Super Furry Animals - Moped eyes
Como eu gosto deles. São como o Flaming Lips, mantém um nível bom em todos os discos sem cair na mesmice (às vezes sem inovar também). A faixa é do disco mais recente Dark days/Light years (2009) e tem uma batida viciante.

Ronnie Von abre o jogo

Fiz essa entrevista com o Ronnie Von em maio de 2009. Era o começo de um projeto de TCC que iria contar a história da famosa (ou nem tanto) fase psicodélica do príncipe da jovem guarda. O projeto não andou, descartei a ideia e fiz um livro sobre o pós-punk paulistano. Mexendo em meus arquivos, encontrei essa versão editada da conversa. Já tem muito material interessante, mas não é um terço do que ele disse. Se vocês gostarem, transcrevo o resto e posto aqui.

Nesta entrevista ele fala sobre o boicote da Jovem Guarda,  do descobrimento dos Mutantes (e de algumas mágoas em relação a eles), do começo de sua carreira e disse quem ele acha que era a mente brilhante por trás da Tropicália.

“Eu era uma coisa meio indefinida. Tive uma carreira muito irregular”

Como começou sua carreira de cantor?
Meu pai, que era embaixador, trazia todos os discos muito antes de eles chegarem aqui. Por causa disso,  acabei ficando amigo de uns rapazes do Rio que tinham uma banda, os Brazilian Bitles. Você fachava os olhos, era igualzinho aos Beatles. Nós ensaiávamos juntos, mas nada sério, eu não fazia shows. Um dia, no Rio, eles fizeram um show no Beco das Garrafas, uma matinê no bar Little Club. Eu fui com uma namoradinha minha, tinha 21 anos. No meio do show deles, o vocalista Eli Barra me chamou pro palco. Fui para a porta de saída, morrendo de medo. Acabei subindo e cantei a música You’ve got to hide your love away [dos Beatles]. Quando desci do palco, havia um executivo da gravadora Philips, hoje Universal, me esperando. “E aí, vamos gravar um disco?”, ele disse. Respondi “imagine, meu pai me deserda, minhas tias me estrangulam”, eu sou de uma família tradicional do Rio.

Você disse não?
Ele me convenceu, disse que era só uma experiência. Eu ia cantar só duas músicas, uma em inglês e outra em português [para gravar um compacto simples]. Gravei com uma banda de amigos meus, Os Santos.
 
Sua família ficou sabendo?
Essa história é engraçada. Estava voltando para casa de carro, no túnel Rebouças, quando ouvi minha música tocando na rádio Tamoio. Comecei a tremer todo e encostei o carro para escutar. Foi uma emoção indescritível. Cheguei em case e liguei pra todos os meus amigos, todos escutavam a rádio: ninguém tinha ouvido minha música. Minha tia-avó tinha. Teve reunião de família. “Você vai jogar o nome da família na lama”, “onde foi que nós erramos”, aquelas histórias. Minha mãe me deu força, meu pai ficou bravo. Minhas tias viviam no século dezenove, estavam todas na corte, uma coisa complicada. Minha mãe disse: “você não tem nada a provar a ninguém, nem a mim, nem a seu pai. Se você acha que só vai se realizar profissionalmente nessa provisão, que seja assim. É uma atividade profissional como outra qualquer”. Numa coisa ela concordava com o resto da família: que aquele não era um ambiente para cavalheiros [risos]. Fui descobrir muito tempo depois que ela tinha razão

O que aconteceu então?
Não havia mais espaço para mim no Rio, nem com os meus amigos, nem com a minha família e eu vim para São Paulo sozinho para morar na Praça Júlio de Mesquita, que era um lugar que eu podia pagar. Não era um ambiente muito bom, estava cheio de moças de vida fácil, um lugar não apropriado para um cavalheiro.

Era boa sua relação com a Jovem Guarda?
Eu nunca fiz parte da Jovem Guarda. Na época em que eu surgi houve a coincidência cronológica. Mas eu fui brutalmente rejeitado pelo Roberto. Os mal-estares foram resolvidos pela minha mulher e pela Nice [primeira esposa de Roberto Carlos] muitos anos depois. Eu gostava do Roberto e queria fazer o programa, ele era referência da música jovem. Eu era proibido de entrar no palco. Isso é tudo segredo de estado, ninguém sabe.


Era explícito que você não podia participar do programa?
Eu fui contratado pela TV Record para ser anulado [para apresentar o programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, em 1966]. Isso chegou a ser bastante divulgado recentemente.

E os artistas que ia ao seu programa não podiam participar do Jovem Guarda, isso é verdade?
É verdade. Não era algo registrado em cartório, mas você quando ia ao programa, sabia que jamais pisaria no Jovem Guarda porque o Roberto não queria. Ele estava na Record antes de mim, tinha uma voz muito mais ativa.

Como você descobriu isso?
Primeiro com o pessoal do que eu chamo de “rádio-corredor”. Depois, músicos me contaram que quando Roberto gravou Querem acabar comigo havia uma fotografia minha numa estante.

"Eu gostava do Roberto e queria fazer o programa, ele era referência da música jovem. Eu era proibido de entrar no palco. Isso é tudo segredo de estado, ninguém sabe.”

O que fazer, então? Os principais artistas da época não podiam ir ao seu programa.
Bom, aí comecei a me aproximar do pessoal do movimento [tropicalista]. Eu tinha um programa e não tinha quem aparecesse nele. Caetano [Veloso] ficou meu amigo na Record, [Gilberto] Gil ficou meu amigo na Record e lancei Os Mutantes nessa época. A coisa começou a ficar complicada na Record, não havia espaço para mim, resolvi sair em 1969. Minha filha havia nascido, achei melhor.

Como você ficou amigo da banda Os Mutantes?
A Rita [Lee, vocalista] era minha amiga, ela também era beatlemaníaca. Quando meu pai me trouxe o Revolver, dos Beatles, chamei ela para ouvir o disco em casa. Ela me contou que estava montando uma banda com mais dois meninos. Eu estava lendo um livro de ficção científica que se chamava O império dos mutantes e sugeri o nome. Eles adoraram.
 
E eles sempre participavam do seu programa...
Fui eu quem os lançou. No meu programa eu não tinha cast, não tinha quem participasse. Nós combinamos de fazer o programa. Na estréia do programa fizemos a “Marcha Turca” do Mozart. A idéia era misturar o clássico com o popular, classic with a beat. Uma outra vez não tinha ninguém para participar do programa e nós tocamos o Revolver inteiro no programa. Cantamos Eleanor Rigby com uma orquestra. Aí ficou sério. Fomos aplaudidos de pé, uma loucura.

Por que eles pararam de aparecer no seu programa?
Eles conheceram o Gil, o Caetano, começaram a se envolver com eles e com o empresário deles.

“Não havia mais espaço para mim no Rio, nem com os meus amigos, nem com a minha família e eu vim para São Paulo sozinho”

E você, não se envolveu também?
Eu me engajei no tropicalismo com o disco No. 3 [gravado com Os Mutantes e com a participação de Caetano Veloso]. Os empresários se desentenderam, o meu e os deles. Fui convencido a sair. Saí. Tive que abrir mão da única coisa na qual acreditava musicalmente. Aí resolvi fazer o que eu queria de fato e gravei aquilo [o disco A Máquina Voadora, de 1968, extremamente experimental].A partir daí, comecei a ouvir muito o departamento comercial da gravadora. Depois disso, só gravei porcaria. Me arrependo de não ter continuado gravando coisas nesse estilo da Tropicália.

Você não pertencia nem à Jovem Guarda nem à Tropicália...
Eu era uma coisa meio indefinida. Tive uma carreira muito irregular. Eu era e não era...

Mas a parceria com Os Mutantes não continuou?
Eles se envolveram com o pessoal da Tropicália e “tchau e benção, Ronnie”, nunca mais apareceram no meu programa, seguiram aquele caminho. Tudo bem, tudo certo. Convidei a Rita dezesseis vezes para participar do meu programa e ela nunca foi [Todo Seu, na TV Gazeta]. O Serginho [Sérgio Dias] foi.

Quem era a grande mente da Tropicália?
Todo mundo sempre fala do Caetano – que é maravilhoso, genial mesmo – mas o grande mentor da coisa foi o Gil e ninguém menciona isso. Eu não achava isso justo.

Veja mais sobre Ronnie Von, Tropicália e jovem guarda no sou daltônico, não idiota:
- "O príncipe herdeiro" - Entrevista com Ronnie Von e seu filho cantor, Leo Von
- Perfil do ex-Mutante Arnaldo Baptista
- Resenha sobre a autobiografia de Erasmo Carlos

10 de jun de 2010

Semáforo para nós, daltônicos

Não é minha intenção tornar este blog num centro de cultura do daltonismo, mas a algumas coisas eu não consigo resistir. Um equipe de designers sul-coreanos inventou esse semáforo para que os daltônicos não fiquem desorientados - e não atropelem algumas dezenas de pessoas. Além das cores, cada fase tem uma forma específica, o que ajuda a quem não enxerga as cores a parar na hora certa. Triângulo é vermelho, círculo, amarelo e quadrado é o verde. E os disléxicos, como ficam?


Para quem tem casos mais extremos de daltonismo, como os que não diferenciam verde de vermelho, é essencial. No meu caso, não muda nada, porque essas cores não são problema. Segundo o blog Jalopnik (onde encontrei o Uni-Signal), oito por cento dos homens caucasianos são daltônicos: praticamente uma questão de saúde pública instalar os novos semáforos pela cidade.

9 de jun de 2010

Sabia?

 ...que George Harrison, Bob Dylan, Tom Petty, Roy Orbison e Jeff Lyne já estiveram todos na mesma banda (que gravou dois discos)?

Para quem não sabia, os Traveling Wilburys, tocando "Handle with care":

Psicoesquisito

Gruff Rhys é um cara bem estranho. Líder e vocalista da banda de rock psicodélico Super Furry Animals, ele fala inglês com sotaque do País de Gales, sua terra natal, gravou um disco em Cymraeg (galês) e vai lançar um documentário nos EUA. Pelo menos a parte do documentário se salvaria, não fosse pela história: Rhys veio à América do Sul em busca de um tio argentino perdido, supostamente tocador de violão, vestidor de poncho e famoso.

Pelo trailer de Separado!, dá para notar que o filme manteve o clima surreal dos discos do Super Furry Animals. O longa estreou no País de Gales em 2009, e neste ano será exibido no Festival de Los Angeles, em julho. Será que o circo gaúcho-galês-psicoesquisito de Gruff Rhys chega ao Brasil? Espero que sim.

Veja o trailer de Separado!


Aqui, o Super Furry Animals em ação no Festival de Glastonbury, tocando "Golden Retriever" :

Corazón partido

Dia 15 de junho sai o disco novo ("Mojo") de Tom Petty and The Heartbreakers e uma das faixas já tem clipe no Youtube. "Jefferson Jericho Blues" segue a linha da banda (folk rock, blues rock, sei lá mais o que), o que é muito bom na minha opinião. É um blues texmex rápido e rasgado, sem muita invenção e com uma gaita matadora. Tom Petty é um pouco como o Bruce Springsteen, que fez seu melhor no passado, mas continua a valer a pena. Assiste aí:




Veja também uma excelente versão ao vivo de "Walls"



Site oficial da banda

Canal no Youtube

8 de jun de 2010

Perry voltou!

As melhores tiras da internet voltaram a existir: o The Perry Bible Fellowship foi atualizado hoje de novo, depois de muito tempo de recesso. Vale a pena colocar o feed no seu agregador de RSS e acompanhar um dos maiores talentos do HQ internacional, Nicholas Gurewitch, que já fez trabalhos para a Marvel.


Saiba mais: entrevista com Gurevitch no site da Marvel

The Perry Bible Fellowship: http://www.pbfcomics.com/

Haha, Frank, haha

Através do Pitchfork, fiquei sabendo desta participação especial do Black Francis (Frank Black, Charles Thompson III) no programa Tim and Eric Awesome Show, Great Job!. O nosso gordinho favorito foi o convidado do quadro "Morning Prayer with Skott and Behr", uma tiração de sarro dos programas evangélicos americanos. Não é lá muito engraçado, mas vale o registro. Parece que a "máquina de gritos" perdeu uns quilinhos, mas continua insistindo em usar seus óculos com lentes Transitionals (aquelas que ficam escuras no claro, claras no escuro).


Morning Prayer with Skott and Behr - Black Francis from Tim and Eric on Vimeo.

Vantagens de ser daltônico

Achei essa piada num blog recomendado pelo meu Google Reader:

7 de jun de 2010

Música da segunda

Nesta segunda pós-feriado, com a ressaca presente e as memórias de descanso frescas demais na cabeça, escolhi uma faixa do nativo de New Orleans Earl King. "The Things I Used To Do" tem uma versão do Stevie Ray Vaughan (muito boa, por sinal), mas gosto mais da original. Aproveitem bem o blues da segunda-feira: