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2 de out. de 2012

A crise pega pelo estômago


Em crise profunda, a península ibérica está sofrendo muito. Quando os tempos são difíceis, cada centavo conta e nada pode ser desperdiçado. Tudo vira luxo.

Na Espanha, as latas de lixo estão recebendo cadeados devido ao grande número de pessoas vasculhando os restos.


Em Portugal, as vendas de Neston (eles chamam de Nestum) aumentaram em 7%. É mais barato comer o mingau do que fazer uma refeição. Segundo o jornal Público, as pessoas estão usando o Neston como substituto do jantar ou almoço.

Enquanto isso, desperdiçamos 30% dos nossos alimentos, sem crise.

8 de ago. de 2012

Olimpíadas da depressão (e da euforia)

E não estou falando do Brasil. O ex-atleta olímpico Juanma Iturriaga, do basquetebol espanhol, descreve como seus conterrâenos mudam rapidamente de opinião frente à obtenção ou não de medalhas na Olimpíada. Muito parecido conosco.

No nosso caso, saímos de um primeiro dia de competições achando que íamos ganhar tudo. O ouro de Sara Menezes e a prata de Thiago Pereira foram enganosos. Depois, veio uma profunda descrença, com eliminações e bronzes a granel. Com a Espanha, aconteceu o inverso. Demorou dez dias para a Espanha ganhar alguma coisa em Londres. Ontem foi o dia da redenção, com quatro medalhas logo de uma vez. Iturriaga diz:   

"Pasamos del 0 al 100, de la depre a la euforia, de ser la leche de malos a ser la pera de buenos (y viceversa), del 'este año no nos comemos nada' al 'este año nos lo comemos todo' con más rapidez de la que desaparecieron millones de euros en Bankia ¿10 días para tres medallas? Pues 10 horas para cuatro." 
A ironia disso tudo é que se o futebol masculino levar o ouro, todo o resto será esquecido. Ninguém mais vai se importar com a falta de verbas para as argolas de Zanetti, com o vento, com nada. A euforia vencerá e contará a história, como falsa vencedora.

Leia o texto inteiro no site do El País

2 de ago. de 2012

Tapinha

"Salir de tapas" na Espanha é mais ou menos o mesmo que petiscar em português. E quem já visitou as terras do desastrado Juan Carlos sabe que dá para jantar só com os petiscos que os bares servem. Quando visitei Granada, na Andaluzia (Sul), era só pedir uma cerveja para ganhar um "bocadillo" de presunto.

Na onda das Weeks, a Tapas Week inaugura sua segunda edição amanhã (3/8) em São Paulo e vai até dia 12, depois de estrear no Rio em julho. Os bares cobram R$ 55 por um menu desgustação das tapas; os restaurantes, R$ 85. No cardápio, muito presunto, linguiças, pimentão e frutos do mar.

Não conheço nenhum dos restaurantes participantes, mas deu vontade de conhecer. E a Tapas Week pode ser uma oportunidade não tão cara de variar o menu. Me encha de tapas, por favor.

www.tapasweek.com.br

19 de ago. de 2010

De noite na Alhambra fico sussurrando

É muito mais bonito ao vivo, acredite. E a foto é minha mesmo
 Acho o El País o melhor jornal do mundo. Não conheço todos, mas nunca vi capacidade de apuração e ótimos textos misturados tão bem em nenhum outro que tenha lido.

Dessa vez foi uma matéria sobre os passeios noturnos na Alhambra - palácio árabe na cidade de Granada - que me fez ter inveja dos espanhóis. Quando chega a primavera, os jardins do lugar ficam abertos para noites de flamenco e canções de Garcia Lorca.

Se aqueles jardins, chamados de Generalife, já são bonitos de dia, imagine durante à noite, com a iluminação especial que foi instalada. Melhor saber como foi na reportagem de Elsa Fernández-Santos. Clique no link para ler (em espanhol).

"Cascabeles en la Alhambra" - de Elsa Fernández-Santos