21 de dez de 2011

Para gostar de escrever


Quem gosta de escrever, gosta de escrever e pronto. Por mais que se dê melhor em alguma forma de expressão específica (poesia, crônica, romance, reportagem), a afinidade com as palavras é algo quase espiritual. Por isso, indico um livro simples, mas cheio de referências: Cartas a um jovem escritor, do Mario Vargas Llosa, ganhador do Nobel de literatura.

Ele se dedica mais ao romance, já que essa é sua Joaquina. Mas os conselhos são proveitosos para qualquer um que admire a dura tarefa de escrever, mesmo que seja olhando de fora. Ele analisa todos os elementos que compõem os grandes livros. Como o autor situa seu narrador, se há histórias interrelacionadas, como podem haver câmbios na perspectiva. Foi tanta a empolgação que Llosa passou que acabei comprando Madame Bovary, de Flaubert, romance que nunca li e que é muito elogiado nas Cartas.

Parece que está difícil de achar esse livro. Na Livraria Cultura está esgotado; no Submarino também. As Americanas dizem ter. Só há três exemplares na pesquisa da Estante Virtual custando a mesma coisa ou mais do que um novo.

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