7 de set. de 2012

Briga de faca presidencial


Tem coisas que só na internet. E outras, que só no reddit, o grande fórum aberto da web. De lá saem memes, piadas e suposições malucas. O Obama, que virou um meme por lá, respondeu a perguntas dos redditors na semana passada.   Os melhores momentos de delírio coletivo saem da seção HistoricalWhatIf ("E se histórico"). As hipóteses aventadas são de todos os tipos. E se não tivesse existido a Revolução Americana? E se o Islã tivesse desaparecido depois da morte de Mohammed? E se os romanos tivessem descoberto a força a vapor?

Um blogueiro canadense levou a sério o tópico: Numa briga de faca generalizada entre todos os presidentes americanos, quem venceria?" e fez um post em que analisa as chances de todos os 44 mandatários, de Washington a Obama. Este último, aliás, não tem muitas chances. Diz o post que ele provavelmente tentaria acabar com as hostilidades através de negociações, mas "numa arena cheia de veteranos no manejo de facas, ele não sobreviveria aos primeiros minutos".

Os últimos três sobreviventes seriam Andrew Jackson, Lincoln e Teddy Roosevelt, que disputariam o título de campeão (e sobrevivente).

Fiquei na dúvida agora: quem venceria uma briga de peixeira generalizada entre todos os presidentes, ditadores e imperadores brasileiros? O Collor sempre gostou de esportes radicais. Para mim, seria um forte concorrente.


6 de set. de 2012

Monty Python (quase todo) de volta



Depois de alguns rumores, finalmente está confirmado oficialmente que a cinebiografia de Graham Chapman, único do grupo que morreu, estreará em 2013 (em alguns lugares, o debute será em 2 de novembro deste ano). O filme se chama "A Liar's Autobiography" (a biografia de um mentiroso) e é, como se suspeitava, um filme de animação em 3D.

Chapman estava escrevendo mesmo o tal livro, que é a base do filme. Vejam bem, e não é base só do roteiro, mas a voz de Chapman participa de fato e conta sua história. Isso só foi possível porque o humorista gravou sua voz lendo as memórias.

Exceto por Eric Idle (e Graham Chapman, que não se encontra vivo atualmente), todos os outros Monties participam: Terry Jones, Michael Palin, Terry Gilliam e meu ídolo John Cleese. A julgar pelo trailer, deve ser um filme muito estranho. Foram convidados 14 animadores, que fizeram 17 estilos diferentes de animação. É uma salada de referências, personagens e vozes. O comunicado oficial diz que esse não é um filme do Monty Python, mas vendo o trailer é difícil acreditar.

A história de Chapman também não é simples. Ele era um notório alcoólatra e causou problemas durante as gravações dos filmes do Python. Certeza que "A Liar's Autobiography" vai valer a pena.

E agora, algo completamente diferente. Um trailer de um filme de animação sobre a vida de Graham Chapman:

Sufrágio modernista


Vi no Facebook do meu irmão, mas não sei bem de onde veio. Para um voto de verdade, é Oswald de Andrade! Foi em 1950, pelo PRT (Partido Republicano Trabalhista). O slogan da campanha era “Pão – Teto – Roupa – Saúde – Instrução”. Cativante, não?

5 de set. de 2012

HQ do dia: Calote

Mais uma vez o Calote ganha o título de HQ do dia. Clique na imagem abaixo para um super-brinde!


Toda lingerie será punida (pelos jazzistas)


Muita gente torceu o nariz para a capa do novo disco da Diana Krall, "Glad Rag Doll". Acharam apelativa a imagem da pianista e cantora de 47 anos vestindo lingerie na "portada" de seu trabalho mais recente.

As críticas não foram leves:
"[Diana Krall] Expandindo seu público para homens de meia-idade tarados. Eles tendem a ter dinheiro de sobre para gastar. Pergunte à indústria da pornografia."

Embora esse não seja o visual mais comum em discos de jazz, também não vejo problema. apesar de sexy, a capa não chega a ser apelativa. Diana Krall gosta de fazer capas nesse estilo. Veja essa aqui, por exemplo:



Em termos de sensualidade, a Diana Krall ainda tem muita concorrência. Mas, como é cantora de jazz, um estilo "sério", o pessoal chia. #freediana










4 de set. de 2012

Vamos ouvir: Pet Shop Boys


Não sou fã, mas respeito muito os Pet Shop Boys. Como não gostar?



Já fizeram coisas muito boas e influenciaram um monte de gente legal. Das crias deles, gosto particularmente do Fischerspooner:



Neste ano, inclusive, faz 4 anos que o FS tocou e fez performance na Bienal de arte número 28, um belo show.

Tudo isso para dizer que o disco novo do Pet Shop Boys, "Elysium", está disponível para audição no site do Guardian.  Puro pop sintético e melódico, como sempre. Sem grandes surpresas ou decepções. Vale a ouvida:

Clique aqui para ouvir o disco novo dos Pet Shop Boys


3 de set. de 2012

Ditadores bicudos


As empresas de entretenimento muitas vezes misturaram seus desenhos com política, especialmente no começo do século passado. O curta "The Ducktators" (1942), da Warner Bros. conta a história da Alemanha Nazista usando patos para representar Hitler, Mussolini e os japoneses. Ainda que a intenção fosse boa (será?), o desenho se vale de estereótipos um tanto controversos. "Mussolini"é gordo, meio bobo e fala um inglês macarrônico. Não sobrou nem para os próprios americanos: um pato com sotaque do sul dos EUA aparece nas fileiras do Hitler bicudo.



Isso era peixe pequeno diante da situação que o mundo vivia, é claro. Charles Chaplin usou dos mesmos recursos em seu filme "O Grande Ditador"não perde o mérito por isso. Era uma época diferente. Ao largo passava o politicamente correto; mais prementes eram as atrocidades que uma nova guerra anunciava através do que havia acontecido na Espanha alguns anos antes.

"Ducktators"carece da sutileza que sobrava em Chaplin, mas é um registro muito interessante. Mostra como o mundo, e os EUA em particular, estavam engajados na ideia de uma luta contra o nazi-fascismo. Dá a impressão de que as coisas eram mais claras antigamente, que havia uma linha e um abismo separando os lados certo do errado. É quase impossível pensar em algo parecido para o mundo de hoje, tão difuso e de vários lados. Quem pagaria de pato?

Os Simpsons, é claro, já fizeram menção aos desenhos políticos dessa época: