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5 de set. de 2012

HQ do dia: Calote

Mais uma vez o Calote ganha o título de HQ do dia. Clique na imagem abaixo para um super-brinde!


18 de ago. de 2012

HQ do sábado: Calote

O tabule parece inofensivo, refrescante e fácil, mas pode acabar com a sua vida. Essa é a lição do Calote (noprimeiroandar.blogspot.com.br). Clique na imagem para vê-la (bem) maior.


16 de ago. de 2012

Lançamento: Andrício de Souza e Gus Morais

Depois de amanhã, sábado, tem lançamento duplo na Gibiteria. Andrício de Souza e Gus Morais debutam em publicações solo e jogam no mundo suas estreias em livros.

O primeiro é dono de um humor esferográfico e sem freios, que acompanha o noticiário da semana - talvez um resquicío do jornalista que ainda mora dentro dele.  Gus Morais faz a tira quinzenal "Bytes de Memória",  no caderno "Tec", da Folha e sabe muito bem fazer graça com as desventuras analógicas e digitais dos seres humanos.

Parece que, além da presença dos autores e da venda de livros, haverá distribuição de coxinhas. Imperdível.

Veja aqui dois exemplos do trabalho de Andrício e Gus, gentilmente cedido pelos autores para divulgação:

Andrício de Souza (www.andriciodesouza.com)


Gus Morais (www.gusmorais.com)

O Gus fez ainda um trailer do livro dele, vejam só:


INFORMAÇÕES

O quê: Lançamento de "As 100 Primeiras e Melhores Tirinhas de Andrício de Souza" e "Privilégios e Outras Histórias", de Gus Morais
Quando: Sábado, 18 de agosto, a partir das 16h
Onde: Gibiteria - Praça Benedito Calixto, 158 , 1º andar

31 de jul. de 2011

O dilema de Tostines

Essa piada faz mais sentido nos EUA, um país com pouquíssima interferência do governo em assuntos que envolvem empresas e investimentos privados. Mas serve para o Brasil também.


Via Social Design Notes e Mimi and Eunice

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19 de fev. de 2011

O brinquedo do menino


Olha o que acontece quando você tenta apresentar música boa às crianças.

Vi no blog do Montt.

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15 de fev. de 2011

Tira da semana


Peguei emprestado do blog do Gomez. Adoro trocadilhos.

20 de jan. de 2011

Gibi na parede

Antes de entrar na Trip eu não ligava muito para grafite. Olhava as paredes de São Paulo e não me diziam nada. Depois de entrevistar alguns dos artistas e conversar com companheiros de trabalho que gostam e "praticam" a arte urbana (alguns picham também, mas essa é outra história), acabei pegando gosto pelas pinceladas e jatos de spray.

O trabalho de Tito já rendeu um livro e um gib; mais está por vir
Surpreendentemente, meu mais recente entrevistado não mora em São Paulo como a maioria dos artistas com quem falei. Tito é nova-iorquino radicado no Rio e criou uma série de desenhos que usa a linguagem do HQ e o suporte do grafite. Seu Zé Ninguém se espalhou pelo Rio enquanto procura Ana, sua amada.

Alberto Serrano, seu nome verdadeiro, fala em português quase perfeito, cheio de "cara", "maneiro" e um leve sotaque americano. Falou comigo por telefone logo depois de ser pai pela primeira vez. Logo depois mesmo.

"Quadrinho de rua", entrevista com Alberto Serrano aka "Tito" (Trip)

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20 de dez. de 2010

Apresentando: Calote

Entre os mais de 300 feeds que eu acompanho, outro dia apareceu isso aqui na lista interminável de itens não lidos (1000+):

(clique para aumentar)

Em outro dia aparece essa aqui, de rolar de rir:


(clique de novo para aumentar de novo)
Não tinha ideia de onde vinham essas tiras, cliquei no link e descobri o Primeiro Andar, blog do Calote. Quem é Calote? Sei lá. Resolvi mandar um e-mail para ele e saber quem é que andava floodando o meu feed. Apresento-lhes o Calote:

1. Seu nome, idade, onde mora, onde nasceu
Marcelo Gianesi Bellintani. Calote é apelido, não sobrenome (meu pai se formou em ciências contábeis). Tenho 29 anos, nasci e moro em São Paulo.


2. Trabalha com o que?
Sou redator de propaganda. Eu que inventei o "Mas não ligue ainda!" (mentira)

3. Influências
Monty Python, American Splendor, Quino, Ra Tim Bum. Mas os primeiros contatos com quadrinhos (tirando heróis e turma da mônica) que ficaram bem gravados na minha cabeça foram: Chiclete com Banana, Los três Amigos, Heavy Metal, as coisas da Editora Circo... Como todo moleque que gosta de desenhar, ficava copiando os quadrinhos desses caras.

4. Ídolos
Jaguar, Ziraldo, Laerte, Angeli, Adão, B.B.King, 

5. Que tipo de música gosta de ouvir
Blues, rock, o que conheço de jazz (que não é muito). Quando rola uma mistura de eletrônico e rock gosto também, a lá Chemical Brothers. Mas na real, sou meio autista com música. Coloco do repeat e ouço ad eternum um disco. Black Drawing Chalks (que aliás os caras desenham muito também) e Them Crooked Vultures por exemplo ouço até sair sangue do ouvido.

6. Filme favorito
Meu último filme favorito é Bicicletas de Belleville. Mas já foi O Poderoso Chefão, Transpotting, Evil Dead, O Bom o Mau e o Feio...

7. Quem levaria para uma ilha deserta
A futura Sra Calote. Sou romântico.

8. Você tem medo de altura? (trocadilho com "primeiro andar")

Tenho. Muito. E coincidentemente moro hoje no primeiro andar. Se meu apartamento pegar fogo posso pular da janela numa boa. Isso me traz um conforto especial.

9. E mais outra coisa que queira falar.

Primeiro Andar era um fanzine que desenhava com outros amigos na faculdade. Como era feito por amigos e para amigos, tinha um quê de piada interna. Isso continuou no blog, até porque o número de acessos podia ser contado nas mãos do Lula. Mas depois que participei do Pindura 2011 e da Golden Shower, sou mundialmente famoso!

Clique e torne Calote mundialmente famoso: noprimeiroandar.blogspot.com

29 de nov. de 2010

Quase resenha: "Vó", de Jean Galvão

Entrevistei o Jean Galvão ( chargista da Folha desde 99, cartunista e ilustrador) para o site da Trip. Nessa semana sai o bate-papo. De quebra, ganhei seu último livro, "Vó", com tiras que foram publicadas no Jornal O Globo.

Em pouco tempo matei o livrinho, que é curto e bem divertido. Claro, a "vó" que ele inventou para a tira é meio deprimida, coitada. Sente falta da solidão, fala com o retrato de seu falecido, com os remédios e tem mania de benzer a água durante a missa que passa no rádio. Mas são quadrinhos precisos, de um humor simples, mas que a nova (e a velha também) tem dificuldade de alcançar. Canso de contar as vezes em que tiras diárias são publicadas sem punchline ou mesmo sem piada. E estou falando das que se pretendem engraçadas.

Não convivi muito com as minhas avós, mas sei que a Vó de Jean é uma boa representante desse estereótipo humorístico. E o livro é muito bonito, bem-editado e acessível: apenas R$12, 90.


Autor: Jean Galvão
Editora: Leya/Cult
Preço: R$ 12,90

Site do Jean Galvão: http://www.jeangalvao.com.br


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31 de ago. de 2010

Angeli


O Fernando Luna ainda estava fazendo as últimas perguntas para o que seriam as Páginas Negras da Trip #191 quando chegamos na casa do Angeli. Logo depois de terminarem a entrevista, ainda havia horário marcado num estúdio de foto na Barra Funda e já eram seis da tarde. Havia pouco tempo e eu tinha que sair dali com seis respostas dele em vídeo.

Acontece que o Angeli é um cara gente fina. Recebeu a todos bem, mesmo depois de ter passado algumas horas sendo entrevistado. Quando li o resultado na revista tive uma ideia do quanto ele devia estar cansado. Mesmo assim, continuou numa boa, apesar da fama de mal-humorado e conversou com todos, fez piadas e até me deixou bastante constrangido:
- Eu já te conheço.
- Hm, não, acho que não.
- Já namorei alguém que se parece com você
- ...Bom, eu não fui... [constrangido]
- Não, era uma mulher, pô!
- Ah...Parecia comigo?
- É. Você tem alguma parente que era do circo?
- Não...

Foi logo depois deste momento embaraçoso e confuso e de algumas fotos que Angeli conversou conosco sentado em sua escrivaninha:

16 de ago. de 2010

Éden

Kioskerman é argentino, quadrinista, ilustrador e meio poeta.
O blog dele é esse aqui: http://kioskerman.blogspot.com/

E essa é a série de tiras Éden, que já virou livro na Argentina. Clique AQUI  para ver maior.
Quer saber? Coloque ele no seu feed.


Você lê mais sobre ele e outros cartunistas argentinos e uruguaios (uma só uruguaia, na verdade), neste post que fiz no ACP, blog no site da Trip:
http://revistatrip.uol.com.br/blogs/acp/2010/08/13/quadrinhos-hermanos.html

17 de jun. de 2010

Beleléu na Trip


No dia 2 de maio deste ano estreou na Trip o blog da Beleléu quadrinhos, revista independente do Rio de Janeiro. Fiz uma entrevista com eles no ano passado e surgiu a ideia de convidá-los para ter um espaço no site. As piadas de qualidade - e muito bem ilustradas - estão fazendo sucesso. Juro que não estou vendendo meu peixe: eles são realmente muito bons. Se não acredita, dê uma passada por lá para ver o que andam fazendo. Os quatro integrantes (El Cerdo, Stêvz, Arruda e Lafayette)  postam uma vez por semana, todos desenvolvendo o mesmo tema. Já tivemos "Adaptações baratas da literatura universal", "Folclore de segunda" e a mais recente (e a que mais me fez dar risada) "Romance de banca". Certeza de que há espaço nos seus feeds para estas revelações da HQ nacional:

Vai lá: http://revistatrip.uol.com.br/blogs/beleleu
Feed
: http://revistatrip.uol.com.br/rss/blogs/beleleu?1276822814.xml

8 de jun. de 2010

Perry voltou!

As melhores tiras da internet voltaram a existir: o The Perry Bible Fellowship foi atualizado hoje de novo, depois de muito tempo de recesso. Vale a pena colocar o feed no seu agregador de RSS e acompanhar um dos maiores talentos do HQ internacional, Nicholas Gurewitch, que já fez trabalhos para a Marvel.


Saiba mais: entrevista com Gurevitch no site da Marvel

The Perry Bible Fellowship: http://www.pbfcomics.com/

3 de mai. de 2010

Quase resenha: Kiki de Montparnasse

É incômodo o conceito de “gênio”. Eles existem e há provas disso por todos os lugares para os quais se olha, mas tudo o que vem atrelado a essa palavra é extremamente desagradável. Uma aura de infalibilidade, de prepotência, de divindade. O gênio é um acaso, um raio que caiu acidentalmente numa árvore qualquer e a pôs em fogo, queimando sua madeira e iluminando seus arredores escuros.

A graphic novel Kiki de Montparnasse (de Catel Muller e José-Louis Boucquet) não nega a existência dessas pessoas supostamente especiais. Aliás, seu tema não é a arte em si, mas sim a vedete, aprendiz de artista e musa Alice Prin, a Kiki do título. Mas o favor que ela faz para relativizar a nossa palavra-problema é enorme. Kiki posou para Modigliani, foi namorada de Man Ray, Ernest Hemingway escreveu o prefácio de suas memórias. Nas páginas da HQ, todos esses incontestes cânones são homens com afazeres. São amantes, admiradores.

Man Ray, astro do surrealismo, chora ao final, lamentando a morte de sua ex-companheira, frequente objeto artístico de seus filmes e fotografias. Era uma mulher, com carnes desejadas por toda Montparnasse, e ossos imprevisíveis, capazes de pertubar o mais asceta dos gênios na Paris em ebulição dos anos 30. Gênios cheiradores de cocaína, frequentadores de bordéis, beberrões. Homens em plena execução de suas funções corporais e sociais. Todos estavam ali nos mesmos momentos, fugindo das mesmas coisas e brigando juntos contra ou a favor do Dada.

Nem para os gregos, tão afins das falhas humanas, poderiam se comparar aqueles homens a deuses quaisquer. Kiki era deusa, mal-educada, atirada, desenvolta demais. Em torno dela gravitavam aquelas mentes brilhantes frente a frente com um quadro ou conjunto de lentes, mas tão fracas quando ofuscadas pelo corpo em chamas da menina de Borgonha. Gênios, idiotas, fracos.

Nas habilidades que me cabem, nunca fui chamado de gênio, tampouco aspiro a isso. Sou homem como Man Ray e Modigliani, como Hemingway, como Picasso. Kiki é a verdade que inflama a vida, que dá sentido e guia as mãos daqueles que veneramos em museus e bibliotecas semelhantes a igrejas. Eu também chamo pessoas de gênios, mas por necessidade de afirmar que suas habilidades são de excelência, que suas artes e capacidades sintetizam a vida de uma maneira que outros não veem. Gênio é aquele que consegue despir o vulgar de suas amarras e colocar à nossa frente o que sentimos quando estamos sozinhos tentando descobrir o que somos. Cada época tem o seu panteão sagrado, cada Paris, sua Kiki de Montparnasse.

Kiki de Montparnasse (2010)
Catel Muller e José-Louis Boucquet  
Galera Record
416 páginas
R$ 54,90

1 de nov. de 2009

Ainda sobre quadrinhos


Já que esse tema parece me perseguir e ainda não consegui dar uma passada na HQMix, mais um post sobre novos quadrinhos. O Zé Rodrigui me mostrou uns álbuns novos de HQ que ele comprou e eu acabei gostando muito da revista Beleléu, do Rio de Janeiro.

Achei bem parecido com o que eu gosto do Laerte, um traço simples, colorido, com humor voltado ao trocadilho (amém Daniel Benevides) e ao quase infantil. Meu tipo de risada. Procurei no blog deles a tira do gato que vai ao bar, mas não achei. Tem algumas histórias mais artísticas e reflexivas boas também. Recomendo a primeira edição, que acabou de ser lançada.

Dê uma olhada nessa animação para saber mais ou menos do que se trata:

Direto da fonte: http://revistabeleleu.wordpress.com/