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5 de dez. de 2012

$$$ para o filme do Bob Mould


Mito do rock alternativo, punk, sei lá o que americano, Bob Mould está pedindo grana no Kickstarter para terminar o filme que documenta o show "See a Little Light". O ex-Husker Du, ex-Sugar fez uma apresentação no ano passado para comemorar sua excepcional carreira e recebeu excepcionais convidados no palco: Dave Grohl, Britt Daniel (Spoon), No Age e Ryan Adams, entre outros. São só 17 dias até o fim do projeto e ainda falta um bom dinheiro para chegar aos US$ 95 mil pedidos. Eu já fiz a minha doação, claro! Veja abaixo o trailer do futuro filme:



Clique AQUI para doar dinheiro para o Bob Mould.


27 de ago. de 2012

Vamos ouvir? Bob Mould, "Silver Age"


O disco novo do Bob Mould, "Silver Age, está em streaming no site da Rolling Stone. De uma escutada por cima entre um e-mail e outro, deu para perceber que ele voltou a ter uma pegada mais pesada, como tinha na sua finada banda Sugar. Ótimo sinal. Quem gosta de rock cru com belas melodias vai gostar bastante.


Vamos ouvir? 

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7 de ago. de 2012

Faixa da semana: Bob Mould

Gosto muito de Hüsker Dü e sei da importância da banda para a formação da cena alternativa americana. Os discos brilhantes e a influência sobre os Pixies são os méritos eternos do trio de Minneapolis. Mas Bob Mould, um dos vocalistas, não se resumiu a aproveitar as glórias do passado e vem fazendo discos geniais desde os anos 90. Primeiro com o Sugar, que teve o mérito de influenciar o Foo Fighters profundamente, depois com sua carreira solo. Mais irregular esta, é verdade, mas sempre relevante. E é por isso que vale a pena prestar atenção a seu novo single, "The Descent", do vindouro "Silver Age" (4/9). Sempre bom ouvir um rock feito com alma, para variar um pouco.

14 de set. de 2011

Bob em movimento




Você já sabe quem ele é, já ouviu suas músicas, já leu minha resenha/conversa imaginária com Bob Mould. Agora é hora de ver o homem em movimento. Primeiro, um trecho do filme "Back and Forth", dos Foo Fighters, mostrando como foi a sessão de gravação de Bob na faixa "Dear Rosemary", do último disco dos FF:


Agora veja um dos melhores momentos da carreira de Mould (na minha opinião), um clipe com o Sugar:


É claro que o Husker Du não iria ficar de fora. Essa é do penúltimo disco da banda. As tensões entre Grant Hart (baterista) e Bob já eram grandes e elas decretariam o fim do conjunto:


Para terminar, Bob, sua guitarra e sua voz peculiar. E só. Sem banda, sem brigas, só música:

13 de set. de 2011

Meu amigo Bob Mould



Posso te chamar de Bob? Não? Por favor, deixe. Já me sinto parte de sua vida. Não, não nos conhecemos ainda. Quer dizer, você não me conhece, mas eu conheço você. Fiquei ao seu lado durante alguns momentos difíceis. Fiquei feliz por você. Posso te chamar de Bob? Não se assuste, eu sou boa pessoa.

É estranho ler uma autobiografia de alguém que você admira. Todas aquelas dúvidas sobre se tal música queria dizer isso ou se tal disco foi gravado naquela situação se dissipam e resta apenas  a voz de um ser humano. Antes havia um sentimento místico de que aquelas palavras, os arranjos, as guitarras, eram fruto de um milagre, de uma alma elevada que recebeu casualmente uma iluminação intensa que se tornou aquela música da qual tanto gostamos, que tão bem expressa nossa raiva/dor/felicidade/angústia/ressentimento.
Acontece um certo desencantamento  e vemos que as pessoas são só pessoas. Em rompantes de mágoa depois de brigar com o namorado, sentam-se em um quarto escuro e remoem os sentimentos, sofrem as coisas milhares de vezes até que saia uma progressão de acordes, aliterações contundentes, um refrão afiado. Claro que essa não é a maneira de compor de todos os artistas. Estou falando de Bob Mould, ex-líder de bandas seminais como Hüsker Dü e Sugar, frontman talentoso e compositor intenso.

Lendo sua recém-lançada biografia (co-escrita com o jornalista Michael Azerrad), fui forçado a me deparar com um relato muito cru de sua vida. O subtítulo do livro “A trail of rage and melody” pode ser visto como sinal de glamourização da vida de subrockstar, mas depois de ler o livro, vê-se que se trata exatamente do oposto disso: da realidade chata, fria e cruel. Mould viveu em função de criar sua música a partir da raiva, da inconformidade, dos traumas. Algo que parece muito “cool” para aqueles que acreditam em bobagens do naipe de “Clube dos 27”, mas que não é. Trata-se de uma vida real descrita nas mais de trezentas páginas do livro. Trata-se de os fãs se confrontarem com o fato de seus ídolos não são deuses, não são iluminados. Não no sentido religioso, transcendental. Claro que eles atingem momentos assim em discos, shows, mas o ínterim é muito mais sofrido, chato e doloroso do que os videoclipes deixam transparecer.
Bob teve de lidar com a homossexualidade , com o trauma de uma família violenta, da incapacidade de perceber os limites de seu corpo e com a inocência de alguém que acha que nada pode parar a boa música. Como a vida, o livro tem um ritmo irregular, empolgante no começo e repetitivo no final. Para quem se interessa mais pela música, a primeira metade da autobiografia é uma paulada: ele descreve com detalhes shows, sessões de gravação, brigas, participações em programas de televisão. Depois nos vemos conversando com Bob, o homem. Bob filho. O pai de Bob aparece muito no livro, um homem frio e violento.

Os capítulos finais da aventura pela vida de Bob Mould são dedicados à revelação que ele teve ao perceber que queria viver a “cultura gay” de maneira intensa. Segue-se uma descrição detalhada de conversas, festas e até noite de sexo de um homem de quarenta anos descobrindo tardiamente a alegria de cair na balada.
Trezentas e tantas páginas depois fica uma imagem carimbada na cabeça, que é a mesma que ficou depois de ver “LoudQuietLoud”, filme sobre a reunião dos Pixies: de que a graça não está no que os olhos não veem, mas no que os ouvidos de fato ouvem. Nossos ídolos são homens e não deuses.

Abraço, Bob.

12 de set. de 2011

Semana Bob Mould



Quem é esse tiozinho de barba e óculos? É um CEO de empresa de internet revolucionária? É um escritor que está lançndo livro na Mercearia São Pedro essa semana? É seu tio, Diogo? Não! Esse é só um dos grandes nomes do rock desde os anos 80. Bob Mould é cantor, guitarrista e compositor. Influenciou incontáveis bandas desde o começo da sua carreira, em 1979 e até hoje é respeitado pelos discos solo que lança periodicamente. Porque ele é muito fodão, o sou daltônico não idiota vai homenagá-lo diurante essa semana toda. Para entender os porquês de eles ser tão legal e de merecer destaque, leia a uma rápida sessão de P&R (Pergunta e Resposta) para apresentar nosso homenageado. Depois, ouça a playlist com alguns (muito poucos) "sucessos" de sua longa carreira.

Quem é? Ex-vocalista das bandas Husker Du e Sugar. Atualmente está em carreira solo.

O que ele fez?
O Husker Du foi uma daquelas bandas que teve impacto em muita gente. É considerada uma das mais importantes dos anos 80. Influenciou gente do calibre de Pixies e Nirvana. Fez turnês com Dead Kennedys e Black Flag, expoentes do hardcore americano. Depois que o Husker Du acabou, fundou o Sugar, banda que durou apenas três anos mas conseguiu alçar Mould ao estrelato pela primeira vez. O Sugar tocou em grandes festivais pelo mundo e conseguiu emplacar seus dois discos no top 10 de álbuns no Reino Unido. Ele também participa de eventos beneficentes para causas gays, tocando, cedendo direitos de canções e participando de campanhas de combate ao HIV, entre outras coisas. Sim, ele é gay.

O que está fazendo agora? Acabou de lançar sua autobiografia, “See a little light”, escrita em parceria com o jornalista Michael Azerrad. Mas o lançamento não foi na Mercearia. Sua voz está no disco mais recente dos Foo Fighters: ele faz o backing vocal em “Dear Rosemary”. Dave Grohl é um fã declarado.

A música é boa mesmo?
Eu sou fã. Se você gosta de rock rápido, melódico e com uma certa agressividade, vai gostar da maioria das coisas que Mould fez. Abaixo, vai uma playlist com algumas das músicas mais divertidas de sua carreira.

Dê o play!
AMANHÃ TEM MAIS: Resenha sobre “See a Little Light”, autobiografia de Bob Mould.

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