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19 de jul. de 2012

Se o Ray Charles fosse roqueiro


No começo de julho foi lançado o novo vídeo da banda britânica The Heavy. É o primeiro single do seu segundo disco, que vai se chamar "The Glorious Dead". A música do vídeo acima se chama "What Makes a Good Man", e na minha opinião, segue a linha musical do grupo, uma mistura de soul e rock. É como se o Ray Charles tivesse gravado com os Rolling Stones. Algo assim.


O The Heavy não chamou a atenção da crítica nem do público brasileiros, mas é uma banda com forte potencial para agradar a vários públicos e até para virar trilha sonora de comerciais espertinhos por aqui. Depois de uma sequência de cantoras imitando as divas do soul dos anos 60, a tendência agora parece ter se espraiado para os conjuntos. Exemplos disso são os próprios The Heavy, Alabama Shakes e a recém-saída do forno JC Brooks and The Uptown Sound. Qual será a próxima década a ser resgatada?

26 de mar. de 2010

Sexta feira é dia de boi dançar

Do misterioso Guilherme Lamounier vem a faixa desta sexta. Ele lançou alguns poucos discos nos anos 70 e 80 e hoje não se sabe muito sobre seu paradeiro. O disco Guilherme Lamounier (1973) nunca foi lançado em CD. Graças ao parceiro DJAHSMA, "Freedom" pode embalar os passos da nossa sexta-feira.



Saiba mais sobre Guilherme Lamounier no Brazilian Nuggets

20 de fev. de 2010

Suingue indie

Reprodução

James Brown não morreu e fez uma parceria com Jack White e Iggy Pop. É mais ou menos assim o som dos ingleses do The Heavy. Surgido em Bath, na Inglaterra, em 2007, o quarteto vem chamando atenção pelo som que sintetiza música negra e rock. O The Heavy leva a proposta de Amy Winehouse e Mark Ronson a um novo patamar, adicionando distorção e mais suinge à batida.



No final de 2009 foi lançado o segundo álbum, The House That Dirt Built, de onde saiu o single "How You Like Me Now?". Um naipe de metais remete à Motown, junto de uma guitarra típica do soul; a bateria e o baixo, mais quadrados, dão peso rocker ao conjunto. O The Heavy tem se saído bem no circuito alternativo: foi eleito pela revista Spin uma das melhores bandas da edição 2008 do festival South By Southwest. A empolgação com a trupe do vocalista Kelvin Swaby, uma espécie de Marvin Gaye contemporâneo, gerou uma cena inusitada no Late Show do apresentador David Letterman, no dia 18 de janeiro. Escalados para a apresentação musical que encerra o programa, a banda fez um bis a pedido de Letterman, visivelmente empolgado. Isso nunca havia acontecido no programa. A banda atendeu ao anfitrião e ainda ouviu declarações de amor do comediante: "Eu amo vocês".

Parece realmente que o amor pelo The Heavy está se espalhando pelo mundo: no Canadá, o single "How You Like Me Now?" foi o número em vendas na última semana na loja do iTunes. Pela Europa a banda já tem shows marcados até maio e devem estar presentes em alguns dos grandes festivais de verão do continente.

(Publicado originalmente no blog ACP, da Trip)

7 de jul. de 2009

CDs > Últimas aquisições

Dessa vez investi nos pianistas/tecladistas. Um é um piano hero (para mim), outro que venho descobrindo recentemente.

Dr. John - Anutha Zone

Ele é um dos maiores músicos da história do blues. Começou em New Orleans nos anos 70, cantando em creole e fazendo zydeeko com letras sujas. Incorporou o funk e gravou um dos melhores discos de todos os tempos (Right Place, Wrong Time). Dos anos 80 para cá ficou menos relevante, mas conseguiu emplacar uma sequência de álbuns muito bons nos anos 2000. Não é o caso de Anutha Zone, de 1998. Apesar de não ser de todo ruim, faltou feel, um pecado em termos de blues. A produção é bem sem-graça também. Diferente do Dr. John que eu vi no Tim Festival de 2005, destruindo tudo com uma puta banda.

Ouça um trecho de "I don't wanna know".


Stevie Wonder
- Talking Book

Há algum tempo atrás, o Stevie Wonder era para mim só um cantor coxinha que tinha feito sucesso nos anos 80. Aí eu descobri "Superstition" e percebi que um dos meus guitar heroes, Stevie Ray Vaughan, já tinha feito um cover dessa música. O disco todo é bom. Aquele timbre de teclado que rasga na faixa mais famosa de Talking Book está em todas as faixas, não tão animadas, mas muito boas também. Esse é um clássico.

Ouça "Superstition".


De lambuja, a versão de SRV para a música do Stevie Wonder: