O professor de matemática Jake Scott resolveu derrubar o mito de que matemática é chata. Para ensinar fórmulas aos seus alunos na escola Montgomery Blair, em Maryland (EUA) criou raps ensinando a resolver problemas. Já são sete vídeos. Não sou do rap, mas teria sofrido muito menos com matemática com um professor assim. Aprenda tudo sobre triângulos no vídeo:
Uma boa parte da história da música pop dos últimos 40 anos tem a ver com Nova York. Rock artístico, rock proletário, punk, minimalismo, hip hop, disco e até a salsa tiveram na capital cultural dos EUA um lugar para crescer e se difundir pelo mundo. A lista de artistas que começaram ou se consagraram por lá é impressionante e serve como atestado da importância de Nova York: Patti Smith, Television, New York Dolls, Bruce Springsteen, Talking Heads, Blondie, Steve Reich, Philip Glass, Laurie Anderson, John Cale, Lou Reed, Grandmaster Flash, Nicky Siano, Wynton Marsalis, Anthony Braxton, Tito Puente, Rubén Blades, Celia Cruz e a lista nunca termina.
E o período entre 1973 e 1977 foi particularmente prolífico. Por isso o jornalista Will Hermes escreveu "Love Goes To Buildings On Fire" (título de uma música da banda de David Byrne), que saiu dia 8 de novembro nos EUA. Hermes não tenta explicar os motivos de tanta vida artística. Sem entrar no gênero do ensaio cultural, ele contextualiza de maneira detalhada o que estava acontecendo naquela época confusa.
Claro, ele fala dos casos de amor, das brigas, dá a data exata de shows - assim como o preço do ingresso e da cerveja -, conta os bastidores da gravação de discos e mapeia as ligações entre bandas, cantores e músicos. Porém, o retrato geral que ele faz da época que NY vivia é tão completo que o livro é indispensável para quem gosta de cultura e não só dos artistas citados no livro.
Hermes relata episódios importantes da política nova-iorquina e americana, resgata notícias sobre crimes e outros eventos relevantes que não estão diretamente ligados aos personagens principais, os músicos. Segundo o retrato que o jornalista pinta, a cidade não era tão distante da nossa São Paulo, violenta, sempre dando a sensação de que falta pouco para entrar em colapso devido à insegurança, a falta de serviços públicos, de empregos e opções de lazer.
De fato, Nova York quase foi à falência em 1975, e o então presidente Gerald Ford quase deixou a cidade na mão, ao recusar ajuda do governo federal. Eventualmente ele voltou atrás, mas ficou famosa a manchete do jornal New York Daily News repercutindo a decisão de Ford: "Ford to NY: Drop dead"(algo como, "Ford diz a NY: se vira").
Outra bola dentro do livro é assumir o envolvimento emocional do autor com seu objeto. Hermes era garoto quando tudo estava acontecendo e foi a vários dos shows, comprou discos, frequentou os bares por onde seus ídolos circulavam. Se o relato perde em objetividade, ganha ao ter a visão de um insider, alguém que morava em Nova York (no Queens, fora da ilha de Manhattan) e teve o privilégio de acompanhar o surgimento da cena.
"Love Goes To Buildings On Fire" agrada aos iniciados em história do rock pelas informações "históricas" da cidade e por juntar todas essas diferentes cenas na mesma narrativa. Para quem não conhece muito bem o assunto, o livro detalha a história de uma cidade que vivia uma tremenda crise social e política, mas, ao mesmo tempo, gerava frutos culturais que marcaram a história da música mundial.
Essa pipocou no meu Twitter: um sujeito pirateou o sinal de uma rádio de música clássica na Flórida (EUA) e pôs no lugar uma seleção de raps da pesada. Tão pesados que foi a ligação de um ouvinte desgostoso da vida e dos palavrões sendo emitidos no ar que fez o xerife local investigar o caso. Um homem de 32 anos foi preso, acusado de interceptar o sinal da rádio e usar um laptop para tocar suas playlists favoritas. Não foi informado se as canções em questão eram clássicos do rap, o que poderia justificar a ação do pirata.
Para selar a paz entre os dois gêneros, aqui vai uma seleção de canções de rap que usam trechos de música clássica. Não foram encontradas peças clássicas que usam trechos de rap.
Nas - "I Can" (com trecho de "Für Elise", de Beethoven)
Young Buck - "Say It to My Face" (com trecho de "Requiem", de Mozart)
Coolio - "I'll C U When U Get There" (com trecho de “Canon in D”, de Pachelbel)
Melhor do que o post que eu fiz sobre a crise da dívida americana é essa "canção". Cheia de marra, ela explica na linguagem "dos irmãos" americanos o que está acontecendo em Washington e faz uma recomendação simples: "Aumente o teto da dívida".
Muito bom esse primeiro clipe do rapper Rincón Sapiência. Imagens bonitas, uma bela edição, e juro que os elogios são isentos, e não só porque um dos diretores é o companheiro de redação DJAHSMA (da produtora Porque Eu). A música se chama "Elegância" e o clipe vai estrear na MTV, ainda não sei quando. Fiquemos de olho. Top Ten neles.
Sou jornalista e trabalho em várias frentes: música, tecnologia, comportamento e sociedade. Escrevo para jornal, revista e internet. Faço o podcast semanal Super8ito e arrisco uns poemas. Meus textos saem na Vida Simples, na Mundo Estranho e no Estadão.