2 de ago. de 2012

Wait for Waits

O homem vem de novo esse ano. Não se esqueça, é dia 7 de agosto.



Tapinha

"Salir de tapas" na Espanha é mais ou menos o mesmo que petiscar em português. E quem já visitou as terras do desastrado Juan Carlos sabe que dá para jantar só com os petiscos que os bares servem. Quando visitei Granada, na Andaluzia (Sul), era só pedir uma cerveja para ganhar um "bocadillo" de presunto.

Na onda das Weeks, a Tapas Week inaugura sua segunda edição amanhã (3/8) em São Paulo e vai até dia 12, depois de estrear no Rio em julho. Os bares cobram R$ 55 por um menu desgustação das tapas; os restaurantes, R$ 85. No cardápio, muito presunto, linguiças, pimentão e frutos do mar.

Não conheço nenhum dos restaurantes participantes, mas deu vontade de conhecer. E a Tapas Week pode ser uma oportunidade não tão cara de variar o menu. Me encha de tapas, por favor.

www.tapasweek.com.br

Sigur Rós em NY

Ouça ali embaixo o show que os pós-roqueiros do Sigur Rós (Islândia) fizeram no dia 31 de julho, em Nova York. São 14 canções com lindas guitarras, ecos e pouca cantoria, executadas no bairro do Brooklyn. Extrema gentileza de todos os envolvidos, você pode baixar as quase 2 horas da apresentação em mp3.

1 de ago. de 2012

Dylan hipster


Eu esperava tudo do Wallflowers, menos essa música dançante. Ainda mais com o Mick Jones (The Clash) na guitarra. Depois de sumirem eles querem virar hipsters, é isso? A faixa "Reboot The Mission" nem chega a ser ruim, mas parece que a banda está meio fora do seu elemento. Preparemo-nos para o disco novo, Glad All Over, marcado para ser lançado em 2 de outubro e o primeiro desde 2005. Ah, o Dan Auerbach, dos Black Keys, é o produtor.

Enquanto isso, vamos relembrar dos tempos de estrelato de Jakob Dylan. "The Difference" deve ser uma das melhores faixas de rock/pop dos anos 90.

31 de jul. de 2012

A velha pergunta volta: É culpa do Batman?

Jason Bailey faz na The Atlantic a velha (e pertinente) pergunta que flutua depois da tragédia de Aurora, no Colorado: A culpa desse incidente é do Batman? Ou seja, a obscura e violenta série de filmes do homem-morcego induziu aquele rapaz perturbado a planejar e executar um plano de matanças?

Essa pergunta se repete toda vez em que vemos algum limite de civilidade sendo cruzado, para nosso choque. O videogame e o cinema sempre levam a culpa (o rock já esteve nessa posição), talvez por serem os dois principais arrecadores da indústria do entretenimento. Ou será que essas tais imagens violentas levam mesmo pessoas a fazerem o que aconteceu em Aurora? Será que a atuação de Heath Ledger como o Coringa puxou a balança de James Holmes para o lado da insanidade?

O artigo de Bailey opina que não, que apesar de muitas vezes as acusações se multiplicarem quando eventos dramáticos parecem estar vinculados a fenômenos culturais, essas manifestações em forma de filme, clipe ou game são nada mais do que espelhos de nós mesmos. O raciocínio é o de que a sociedade produz os indivíduos, que produzem a sociedade e arte que é parte dela. Estou com Bailey nessa.

Será que Goebbels, Georg Simmel e Guy Debord concordariam?

27 de jul. de 2012

Você perdeu essa semana

"Tesouro, o mundo um dia vai ser seu!"

- Dá para sentir o cheiro da chuva antes dela chegar.

- 11 perguntas e respostas sobre direitos autorais, Ecad e outras coisas do mal.

- Autoajuda na redação: 7 hábitos para jornalistas eficientes.

- O rock e o soul continuam a fazer amor: conheça JC Brooks and The Uptown Sound

- Sinal de que a idade está chegando: Tributo ao OK Computer (1997), do Radiohead.

25 de jul. de 2012

Chegou a vez dos anos 50

Escrevi no ano passado uma reportagem falando sobre a força que a tendência retrô tem ganhado nos últimos anos. Parece que o capacitor de fluxo do Dr. Emmet Brown não terá descanso tão cedo. Veja, por exemplo, essa faixa da banda estreante The Yearning. Cuspida e escarrada, é uma faixa de doo wop dos anos 50:


Já existia uma outra banda que bebe nessas fontes, os escoceses do Glasvegas. Mais roqueiros, dão um toque meio emo a melodias feitas a la Paul Anka:


Outro indício de que a onda retrô avançou outra década em direção ao Big Bang é o lançamento de "On The Road", filme baseado da obra homônima de Jack Kerouac, lançado em 1957.


Como não entendo de moda, ainda não sei identificar se a tendência é a mesma, mas imagino que sim. Mal posso esperar pelas próximsa lufadas de ar retrô. Anos 40, 30, 20? Chegaremos aos tempos bíblicos?