26 de nov. de 2010
Música da sexta: Funk pesado
Eu não conhecia os The Bar-Kays, uma baita de funk americana. Começaram no fim dos anos 60, tocando com Otis Redding e outros artistas da Stax Records. Depois de mortes de integrantes e outras reformulações, a banda seguiu para a Mercury Records nos anos 70 e até hoje toca, apesar de só ter um membro da formação original.
Esse vídeo saiu do documentário de 1973 chamado Wattstax. A música é "Son of Shaft" e foi cortada. A versão original teria quase 10 minutos. E, mais uma vez, vi isso no Dangerous Minds, baita blog. Ponha no seu feed.
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The Bar-Kays
Sean Lennon entrevista Yoko Ono
| Sean Lennnon e Yoko Ono |
Para ouvir o programa, clique no link a seguir:
http://www.npr.org/2010/11/24/131566214/sean-lennon-and-yoko-ono-dna-memory
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23 de nov. de 2010
Lendo agora
Nessa semana, uma leitura filosófica sobre temas contemporâneos e um clássico:
1. Judith Butler - "Gender trouble"
2. Jean-Jacques Rousseau: "Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens"
1. Judith Butler - "Gender trouble"
2. Jean-Jacques Rousseau: "Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens"
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22 de nov. de 2010
Segunda-feira
Eis o que deve ser o despertador mais alto do mundo. Pelo menos é o que diz o cara que inventou o negócio. Se eu tivesse as mesmas habilidades dele, construiria um para mim. Será que rola sob encomenda? Algum eletricista amador lê o blog?
Feliz segunda-feira.
Feliz segunda-feira.
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21 de nov. de 2010
Planeta Terra 2010
Estive ontem no Playcenter cobrindo o Planeta Terra para o site da revista Trip (leia o texto feito por mim e Millos Kaiser). Não foi o melhor dos festivais que eu já vi. Teve seus altos e baixos. Alguns altos muito bons e baixos deprimentes. Como só vi o palco principal, o indie stage fica sem comentário.
Mombojó: são excelentes ao vivo e acabam de lançar seu melhor disco, Amigo do tempo. Não entendi porque tiveram de tocar antes dos Novos Paulistas.
Novos Paulistas: o que diabos foi isso? Juntar todos os cantores mais ou menos paulistas e colocar na mesma banda não melhorou nada para ninguém. Eles fizeram questão de falar várias vezes que são amigos e o show era realmente só para os amigos gostarem, porque o público estava indiferente. Fora o nome, que é muito pretensioso. Foi o momento vergonha alheia do festival. Só não ganharam do Smashing Pumpkins como pior show do festival porque havia pouca gente.
Of Montreal: agradou muito ao público e foi a primeira muvuca da noite. Repertório dançante, dançarinos fazendo performance, luzes psicodélicas e o vocalista Kevin Barnes comandando o palco com competência. Para mim, faltaram músicas do disco "Satanic panic in the attic", mas tudo bem.
Mika: fez delirar homens, mulheres, gays e lésbicas. É impressionante sua performance no palco. Dança, grita e pula como se estivesse num musical com Fred Astaire. As músicas funcionam muito bem ao vivo e ele transformou a pista numa balada, pela primeira e única vez na noite.
Phoenix: é uma ótima banda, mas o show poderia ter sido melhor. Começou bem, mas lá pelas tantas, a banda entrou numa viagem instrumental que durou alguns minutos e esfriou o público. O som parecia um pouco abafado. Quando Thomas Mars acordou de novo, botou fogo na plateia e acabou o show num stage dive épico.
Pavement: em uma palavra, foi lindo. Um show pesado, com energia e músicas bem-executadas. Aposto que foi bem melhor que Hot Chip. A plateia estava bem vazia, justamente porque muita gente quis ir ao outro palco dançar. Perderam o melhor show do palco principal, quiçá do festival todo.
Smashing Pumpkins: uma vergonha. Nem se pode chamar aquilo de Smashing Pumpkins, está mais para "Billy Corgan e seu trio de molequinhos". O careca se perdeu. Não sabe mais montar setlist e acha que sua banda é o Led Zepellin e ele, Jimi Hendrix: tocou o hino americano com os dentes na guitarra, o baterista fez um solo de três minutos, uma tragédia. Os clássicos estavam lá, mas o desânimo era tanto que ninguém se empolgou. O público foi deixando o palco ao longo da apresentação, que parecia que nunca ia acabar. Uma coisa engraçada é que o melhor show que vi na vida foi o do próprio Smashing Pumpkins em 1998, no Olympia. Na época, eles lançavam o disco "Adore". Fizeram até cover de Talking Heads. Ontem, vi o pior show da minha vida, também do Smashing Pumpkins. Ironia.
Mombojó: são excelentes ao vivo e acabam de lançar seu melhor disco, Amigo do tempo. Não entendi porque tiveram de tocar antes dos Novos Paulistas.
Novos Paulistas: o que diabos foi isso? Juntar todos os cantores mais ou menos paulistas e colocar na mesma banda não melhorou nada para ninguém. Eles fizeram questão de falar várias vezes que são amigos e o show era realmente só para os amigos gostarem, porque o público estava indiferente. Fora o nome, que é muito pretensioso. Foi o momento vergonha alheia do festival. Só não ganharam do Smashing Pumpkins como pior show do festival porque havia pouca gente.
Of Montreal: agradou muito ao público e foi a primeira muvuca da noite. Repertório dançante, dançarinos fazendo performance, luzes psicodélicas e o vocalista Kevin Barnes comandando o palco com competência. Para mim, faltaram músicas do disco "Satanic panic in the attic", mas tudo bem.
Mika: fez delirar homens, mulheres, gays e lésbicas. É impressionante sua performance no palco. Dança, grita e pula como se estivesse num musical com Fred Astaire. As músicas funcionam muito bem ao vivo e ele transformou a pista numa balada, pela primeira e única vez na noite.
Phoenix: é uma ótima banda, mas o show poderia ter sido melhor. Começou bem, mas lá pelas tantas, a banda entrou numa viagem instrumental que durou alguns minutos e esfriou o público. O som parecia um pouco abafado. Quando Thomas Mars acordou de novo, botou fogo na plateia e acabou o show num stage dive épico.
Pavement: em uma palavra, foi lindo. Um show pesado, com energia e músicas bem-executadas. Aposto que foi bem melhor que Hot Chip. A plateia estava bem vazia, justamente porque muita gente quis ir ao outro palco dançar. Perderam o melhor show do palco principal, quiçá do festival todo.
Smashing Pumpkins: uma vergonha. Nem se pode chamar aquilo de Smashing Pumpkins, está mais para "Billy Corgan e seu trio de molequinhos". O careca se perdeu. Não sabe mais montar setlist e acha que sua banda é o Led Zepellin e ele, Jimi Hendrix: tocou o hino americano com os dentes na guitarra, o baterista fez um solo de três minutos, uma tragédia. Os clássicos estavam lá, mas o desânimo era tanto que ninguém se empolgou. O público foi deixando o palco ao longo da apresentação, que parecia que nunca ia acabar. Uma coisa engraçada é que o melhor show que vi na vida foi o do próprio Smashing Pumpkins em 1998, no Olympia. Na época, eles lançavam o disco "Adore". Fizeram até cover de Talking Heads. Ontem, vi o pior show da minha vida, também do Smashing Pumpkins. Ironia.
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Planeta Terra 2010
Música do domingo: Paul McCartney
Hoje eu não fujo da agenda de 99% dos veículos de mídia e vou com a corrente pra falar do Paul. Afinal de contas, eu e a Flávia Durante estaremos lá cobrindo o show para o site da Trip. A eleita desse domingo é uma canção que não deve ser tocada no Morumbi, mas é uma das que eu mais gosto na voz do tio Paul (tirando as dos Beatles, calma). Chama-se "Jenny Wren"
| Capa do disco "Chaos and creation in the backyard", 2005 |
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20 de nov. de 2010
Stars ao vivo
A fofíssima banda canadense Stars passou pelo estúdio do excelente programa World Café na rádio WXPN (Filadélfia, EUA). Em 2010 eles lançaram o disco "Five ghosts", mantendo sua linha de músicas leves, modernas, românticas e ao mesmo tempo perturbadas. A faixa mais conhecida deles se chama "Ageless beauty" e está no primeiro disco da banda. Além de uma boa banda, o Stars é um grupo de músicos que sabem dar entrevistas, algo raro. E parecem ser bem legais.
Aqui, o Stars tocando "Fixed" ao vivo. Um ótimo registro de show:
Clique aqui para ouvir o programa na íntegra. E veja a playlist do microshow:
"I Died So I Could Haunt You"
"Fixed"
"Dead Hearts"
Aqui, o Stars tocando "Fixed" ao vivo. Um ótimo registro de show:
Clique aqui para ouvir o programa na íntegra. E veja a playlist do microshow:
"I Died So I Could Haunt You"
"Fixed"
"Dead Hearts"
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