30/10/2010

Fofura dos infernos

O ursinho de pelúcia perturbado favorito deste blog lançou novo episódio, um especial de Halloween. Paródia do filme "Dawn of the dead", Misery Bear tem de fugir de um exército de ursinhos-zumbi. Muito sangue, tensão e pelúcia voando pelos ares. Feliz Dia das Bruxas.

29/10/2010

Mais Dr. John


Aproveitando que já falei sobre o Dr. John recentemente, vou falar mais. A NPR disponibilizou o streaming de uma antiga apresentação do pianista e cantor. É de 1989, no programa Piano Jazz, apresentado Marian McPartland. Mais uma vez, só ele e seu piano. Ficamos sabendo que ele teve a ajuda de Bette Midler, Sir Douglas "Doug" Sahm e Bob Dylan para escrever as músicas do seu disco mais famoso (e que vendeu mais) "In the right place" (1973). É só clicar aí embaixo.

10 minutos

Muito bom esse vídeo incentivando os jovens americanos a comparecerem nas eleições legislativas deste ano (vão acontecer em 02/11). Usando o "método" da comédia stand-up nonsense consagrada por Jerry Seinfeld, os atores falam sobre o que se pode fazer em 10 minutos - o tempo que alguém leva para votar lá. Muito melhor do que a malandragem de playground do CQC. Obrigado a Gabriela Luz pela dica. 


28/10/2010

Os Pixies nos amam

Pixies em Coachella, 2004
Infelizmente, não, os Pixies não voltaram para o Brasil e vão tocar no Parque do Ibirapuera. Mas lançaram um site novo, o PixiesMusic.com e estão dando um download de graça. É de um show clássico, o de Coachella 2004, um dos primeiros da volta da banda depois de 12 anos separada e é o último antes de virem pela primeira vez ao Brasil (Curitiba, maio do mesmo ano).

Vá neste link fofo e baixe o seu show: http://www.lalapixiesloveyou.com/. Os Pixies amam a gente.

Veja eles tocando no festival. A música são "Monkey gone to heaven" e "Where is my mind?".

Camiseta

Camiseta da semana. O Frank vale a estampa, apesar da legenda inferior ser desnecessária.

Vi no Blog de camisetas.

27/10/2010

Lendo agora

As leituras do momento são:



Incrível só ler este agora:

26/10/2010

Imagem não é tudo, mas ajuda

Em primeiro lugar, este não é texto de crítico. O que me faz escrever sobre o disco "Star of Love" dos Crystal Fighters é a falta de informações disponíveis sobre a banda (supostamente) espanhola. Cansei de esperar os especialistas brasileiros esperarem a NME falar sobre eles para saber de sua existência.

Fiquei impressionado pelo som dos Crystal Fighters quando vi o clipe de "In the summer" pela primeira vez. O primeiro aspecto importante do grupo já se mostrava nesse vídeo: a preocupação com a liguagem visual. Engana-se quem pensa que se trata apenas de vender uma imagem de hippies eletrônicos - o que eles de fato são -, mas de dar forma visual ao som. E isso eles fazem perfeitamente em todos os vídeos que lançaram até agora, algo bem raro.

Ouça o disco inteiro no Soundcloud

Outro aspecto, e o mais importante, é a mistura a que os Crystal Fighters conseguiram chegar. São essencialmente eletrônicos, porém não se deixam levar pelas amarras das programações e sintetizadores. Há violões latinos no fundo de quase todas as músicas, há corais lisérgicos ecoando pelos cantos das faixas de seu primeiro disco. Vozes masculinas e femininas, apoiadas por teclados fluidos e baixos distorcidos, batidas enlouquecedoras e melodias simples e eficientes. Qualquer artista pop daria um braço para ter escrito faixas como "In the summer" e "Follow".

Nota-se ecos de MIA, de MGMT, de Pink Floyd, Daft Punk, Talking Heads. Referências costuradas de um jeito tão inteligente que elas são só referências e os Crystal Fighters tem identidade própria. Impossível confundir o som deles com o de qualquer outra banda. Agressivo e melódico, étnico e moderno, com cara de tudo e com cara do tempo em que vivemos, de imagens fugidias e múltiplas fontes de informação.

Ainda não vi/li uma entrevista com a banda. Só consegui assistir à apresentação deles no "Later with Jools Holland". E já sei que serão grandes, mesmo que não façam sucesso. Tudo o que o MGMT ensaiou fazer no primeiro disco e não conseguir fazer no segundo está realizado com excelência em "Star of love".

E não pensem que se trata de um disco pensado para poucos, um "clássico" indie. A vocação do primeiro álbum dos Crystal Fighters é a de tomar o mundo de assalto com amor, pintura corporal, barbas compridas e flores no cabelo, tudo isso dentro de alguma balada escura numa noite embalada por álcool e ecstasy. O de sempre. Mas é um pop com gosto e produção que toma uma posição e não opta por diluir o som e padronizar a banda.

Os clipes dos Crystal Fighters não estão para brincadeira, suas músicas também não. Parece que as performances ao vivo não ficam atrás e eles são uma banda com plena consciência do que uma imagem bem-trabalhada pode fazer por um artista que se pretende pop.

"Star of love" é o melhor disco pop que ouvi em tempos porque não exclui os apreciadores de boa música nem quem procura uma satisfação rápida e eficiente. Enquanto isso, os espanhóis (?) vão cravando suas raízes em lugares que, na minha opinião, ainda não existem na música pop atual.

Esse primeiro disco ainda vai render bons meses de audição, mas já se instala uma ansiedade (boa) pelo futuro da banda e por um show deles aqui. Quem sabe o Brasil não tem essa sorte? Tudo bem, não vou pedir mais do que já ganhei com os Crystal Fighters.

Saiba mais sobre os Crystal Fighters no sou daltônico, não idiota:
- Disco do semestre: Crystal Fighters


Bebê divino

[

Morei em dos lugares mais religiosos que já conheci e sei como o pessoal conservador dos Estados Unidos se relaciona com a religião. É assustador ver esse bebê agindo como adulto e "sentindo" a música de adoração que toca de fundo. Mas temos que entender que o ambiente todo em que ela vive é todo feito disso. Bem diferente daqui (São Paulo, por exemplo), onde existe espaço para tudo. Numa cidade pequena, na qual a vida gira em torno da religião o tempo todo, a bebê só vê, ouve e convive com o aspecto religioso da vida. É um pouco como aquele outro bebê que dança axé em outro vídeo:



Tudo isso para dizer: não vamos tirar sarro de primeira. Vamos pensar um pouco antes de dizer: "Nossa, que bizarro, que absurdo!".

25/10/2010

Motorhead acústico?

Para uma propaganda de cerveja francesa, Lemmy Kilmister e o Motorhead desaceleraram e limparam a rápida e suja Ace of Spades. Virou um blues com jeito de clássico. Até uma gaita acabou entrando. Banda boa é boa até debaixo d'água:




A versão original (e inteira) da música é assim:


** No site da cerveja dá para baixar um mp3 da "Ace of Spades" lenta inteira. Valeu pela dica, Carlos Lemos!

(Via Dangerous Minds)

Segunda-feira

Um belo jeito de acordar todos os dias. Feliz segunda-feira para você também.
Via There I Fixed It

24/10/2010

Domingueira

Nem todo domingo precisa de música triste. Às vezes uma banda punk dinamarquesa resolve o problema. Já conhece o Cola Freaks? Vale a pena. A capa do EP é bem feita, mas as músicas são muito boas. São herdeiros do Wire, Husker Du e outra meia dúzia de bandas "pós-punk".

23/10/2010

Disco do semestre: Crystal Fighters

Não vou falar muito sobre os Crystal Fighters. Para mim, o primeiro disco deles, "Star of Love" é a melhor coisa nova que ouvi esse ano. Esse é o som do futuro: música eletrônica, calypso, ritmos latinos, visual hippie, com violões, inglês e espanhol misturados e muita, muita, muita psicodelia. Tanta que o MGMT fica parecendo o coral da igreja. Bom para ouvir na praia, na balada e na estrada. Chega de papo. Ouça:

"In the summer"


"Xtatic truth"


"Swallow"


Tocando "Champion sound" no programa "Later with Jools Holland"


Crystal Fighters
Myspace
Site oficial
Youtube

21/10/2010

Velho Doutor

Dr. John, 69, é um dos maiores pianistas de blues da história. Já tocou (para um auditório vazio) no Brasil, participou do documentário "Piano Blues", de Clint Eastwood e tem um disco de funk/soul que é desconhecido e essencial - "Right place, wrong time".

O velho cidadão de New Orleans não é só um pianista técnico, mas também sabe tocar cada nota e cada acorde na hora e intensidade certas. Ele consegue fazer um suingue como ninguém e é excelente nas canções mais tristes, os "blues" propriamente ditos.

Eu sou fã dele desde que o descobri. E isso aconteceu ouvindo um dos maiores discos de todos os tempos em qualquer estilo: "Dr. John's Gumbo". No álbum, de 1969, Dr. John mistura a música mais tradicional de New Orleans com soul e funk, já apontando o caminho que ele seguiria nos anos 70, quando experimentou bastante com timbres e batidas esquisitas.

A partir dos anos 90, Mac Rabbenack, seu nome real, resolveu buscar as raízes mais antigas do piano e começou uma série de discos dedicados à tradição da cidade mais divertida dos EUA. Fez homenagens aos spirituals, às nações do Mardi Gras e falou sobre a tragédia do Katrina no álbum "The city that care forgot".

Em junho de 2010 lançou "Tribal", mais um disco de volta ao passado. Por causa desse lançamento, foi chamado aos estúdios da rádio Jazz 24 para uma performance de voz e piano. Apesar de não ser exatamente famoso, Dr. John é reconhecido por quem entende de blues como um dos músicos essenciais do gênero, alguém que não só repete os velhos standards e cria novas possibilidades dentro de um tipo de música aparentemente limitado.

Ouça a apresentação de Dr. John e entenda por que ele é tão bom.

15/10/2010

O caçador de sons

Patrick Feaster, tarado por um sonzinho
O pesquisador Patrick Feaster não é um colecionador de CDs (e mp3) como nós. Ele busca (e acha) as mais antigas gravações conhecidas, feitas antes mesmo de Thomas Edison inventar o fonógrafo. Conseguiu tirar som de uma fotografia, vejam só.

Para saber mais sobre essa história, ouçam e leiam a matéria da The Atlantic sobre Feaster, uma baita história.

"The man who decoded the first sound"

14/10/2010

Misery Bear vai a Londres

Mais uma aventura do ursinho de pelúcia mais deprimido da internet. Prestem atenção no que ele escreve no cartão-postal. Tristemente engraçado. E, claro, ele se fode no final. Eu adoro o Misery Bear.

13/10/2010

Lendo agora

São dois livros os do momento:

Leia mais sobre "Richard" no site da Trip: entrevista com Ben Myers

04/10/2010

Censura ao Monty Python

Em 1974, os produtores do filme "Em busca do Cálice Sagrado" se viram numa situação engraçada. O governo  britânico queria que algumas expressões "chulas" fossem retiradas do filme para que ele pudesse ter uma classificação etária mais abrangente. Genial foi que eles disseram exatamente quais eram e a carta que um mandou para o outro ficou bastante surreal, com uma lista das tais expressões detalhadamente descrita na missiva. É por isso que temos que guardar os nossos papéis. Essa carta é uma preciosidade.



Via Laughing Squid